Nem só de canabis, bicicletas e casas de tolerância com vitrines expondo os “produtos” vive Amsterdam. Nos 3 dias em que lá estivemos, comemos muito bem.

De novo, pergunto a vocês: qual é a comida tipica da Holanda? Quem respondeu queijo errou. Eu não sabia, mas com 5 minutos de caminhada em Amsterdam, descobri: CARNE ARGENTINA!

20120317-223955.jpg
Esses 4 restaurantes que eu fotografei são todos numa mesma rua, no entorno da Praça Dam. Depois eram tantos, que eu desisti de fotografar. Mas agora falando sério, o povo de Amsterdam deve curtir muito a culinária Argentina… Embora um bifão de chorizo fosse tentador, acabamos não indo a nenhum destes.

No primeiro dia, almoçamos num restaurante próximo ao Red Light District, que funciona no antigo mercado de flores, chamado In De Waag.

20120317-224339.jpg
Muito simpático o lugar e fácil de encontrar pois fica em um “largo”. Wi-Fi liberado para clientes + bem colocado no TripAdvisor + fome = é esse mesmo! O menu para almoço era meio restrito. Tinha pouca opção de prato e mais sanduíches e lanches leves. Eu escolhi o sanduíche de carne (sirloin), os Nasser escolheram o hambúrguer e Clebinho e Rafael escolheram o salmão, que era a única opção que parecia mesmo uma refeição.

O hambúrguer era pequenino e bem light. O salmão estava muito bom, cozido perfeitamente. O meu prato tinha uma carne saborosa, com 2 fatias de pão de forma integral, caseiro e orgânico e zzZZzzZZZz (preguiça de natureba). A cebola frita que estava em cima estava uma delicia! Apesar de parecerem pequenos, ficamos satisfeitos e ainda houve espaço para sobremesa.

20120317-224633.jpg

20120317-224709.jpg
Eduardo e Clebinho pediram sorvete. Eu pedi um waffle com calda morna de cereja e chantilly. Nossa, estava tããã bom! O waffle era molinho e morno, a calda era azedinha e o chantilly só ligava tudo. A melhor sobremesa da viagem! Clebinho também achou. Meu cafezinho veio com um Stroopwaffle, que esqueci de fotografar.

20120317-232343.jpg
(Fonte: Blog Sugar Nut)
O Stroopwaffle é um biscoitinho de waffle, fininho, recheado com caramelo e que você põe em cima da xícara de café e espera uns minutinhos para que o vapor derreta o caramelo – a parte mais difícil – e depois você come o biscoitinho com o café. Lógico que eu comprei um estoque pra levar.

A noite, saímos para jantar em um restaurante aleatório. Descemos umas 9 da noite e ficamos meio naquela: “onde vamos?”, “…não sei, você que sabe…”. Acabamos na praça Dam, num restaurante chamado Majestic, muito chiquezinho por sinal, pouco mais caro que os demais. Fernando e Clebinho pediram um stir-fry italiano, com camarões. O Rafa pediu também um stir-fry, só que com cordeiro e temperos do Oriente Médio (eles são ectoscopicamente iguais na foto, por isso só coloquei um, facilitando a edição). Eduardo, adivinha? Steak! Eu pedi salada (mocinha…) com salmão defumado e fritas para acompanhar, afinal eu não vivo sem carboidrato.

20120317-225021.jpg
A batata foi gula, porque era um saladão! Custei a come-la toda. O stir-fry italiano estava excelente, farto em camarões, com um temperinho italiano picante e legumes salteados ainda al dente. O do Rafa também estava muito bom. Acho que o steak do Eduardo estava bom tambem, afinal ele não fez comentários negativos. Só precisou colocar sal, como todas as carnes daqui.

No dia seguinte, o café da manha foi no Starbuck’s que tem na Central Station, ao lado do hotel. Croissant e vanilla latte, nada demais. Esqueci das fotos. No almoço, fomos na Rembrandtplein e almoçamos no Brasserie Schiller, um restaurante de um hotel da rede NH. Bem chiquezinho também. Tínhamos um cupom de desconto de 25%, mas os preços não eram nada exorbitantes. O cardápio era em forma de jornalzinho, e tinha fotos de alguns pratos. Os meninos – todos – foram direto num steak com risoto, cuja foto o fazia parecer farto e apetitoso. Eu pedi um tagiatelle com camarão e wakame.

20120317-225248.jpg
Quando veio o prato dos meninos, decepção total! Era beeem pequeno, o risoto não estava cremoso e cada pedaço de carne veio num ponto diferente. Imagina como eles ficaram? O meu estava muito bom e bem servido. Não sabia o que era wakame (É uma alga. Muito prazer, Lívia.) mas o gosto disso não sobressaiu.

A tarde, porque o prato do almoço não foi satisfatório, bateu uma fominha precoce e resolvemos experimentar a famosa batata frita de rua. Ela é vendida em lojas, que são umas “portinhas”, em cones de papel e em 3 tamanhos, com umas 15 opções de molho que são cobrados a parte, sendo que maionese vem em todas. Pedimos molho de queijo e ketchup especial. O Rafa pediu molho picante.

20120317-225455.jpg
A batata é do tipo perfeita, sequinha por fora e macia por dentro. E nem engorda, vocês acreditam? Hahahaha!!! Os molhos são bons, o de queijo é tipo cheddar. E o picante nem é muito picante. Um bom lanchinho, se estiverem em Amsterdam não deixem de experimentar. Uma dica: a de tamanho grande é para 2 pessoas. Muita batata!

A noite, os Nasser não quiseram sair. Eu, Rafa e Clebinho descemos umas 21:30h e tentamos fazer uma reserva para às 22h e a concierge do hotel nos informou que a maioria dos restaurantes fecha a cozinha no máximo às 22:30h. Ou seja, ou saíamos naquela hora ou íamos acabar no McDonalds! Parece que aqui na Holanda, o costume é o almoço ser uma refeição mais leve, por volta de 12:00 e o jantar, que é a refeição principal, também é mais cedo. Atenção visitantes: saiam para jantar umas 19:30, 20:00h!

Mas… Também queríamos conhecer um Coffeeshop… E aí? Bem, procuramos na Internet um que tivesse também comida, para jantarmos. A rua que tem vários Coffeeshops “estrelados” era muito pertinho do nosso hotel e para lá partimos. Acabamos entrando no Greenhouse, que na porta estava escrito “Food and Drinks”. Beleza, até porque a essa altura, ou era isso ou BigMac, literalmente.

20120317-230002.jpg
A Greenhouse é ganhadora de várias Canabis Cup, tem um ambiente super agradável, com um simpático aquário de carpas sob o chão. Musiquinha lounge, meia-luz e aquele fumacê! Naquele momento, com poucos clientes. Nenhum para o jantar…

O cardápio de comidas tem sanduíches, snacks e alguns poucos pratos. Como todos os Coffeeshops, não tem bebida alcoólica. Porém, na quarta-feira, a cozinha fechava mais cedo e pela hora que chegamos, só pudemos pedir snacks. Pedimos uma porção de nachos e uma batatinha frita. Os nachos estavam muito gostosos! A batatinha era normal, servida com ketchup e maionese. Aí tem uma foto do “outro” cardápio, a título de curiosidade (afinal, na maioria dos casos isso não é de comer).

20120317-230213.jpg
No dia seguinte, tomamos café num mercadinho perto do hotel. Eu pedi um latte, croissant e iogurte grego com mel. Gente, pausa pro iogurte grego! Que delícia é isso? Vontade de jogar todos os iogurtes brasileiros no lixo. A consistência é de cream cheese, saborosíssimo… Alguém sabe onde vende essa maravilha em BH? Agora virou uma coisa que eu pre-ci-so. Os meninos comeram um mixtinho-quente petit e já saíram de lá com fome.

20120317-230346.jpg
Lá perto do meio-dia, resolvemos procuram um “petisco” e fomos ao Wok to Walk, uma rede que faz um yakissoba rápido, onde você escolhe o tipo de macarrão oriental tipo noodles, os complementos – pagos a parte, no máximo 4 – e o molho. Uma mocinha mistura tudo numa Wok e em 30 segundos sua refeição tá pronta. Tem umas poucas mesinhas, caso queira comer in loco.

20120317-230441.jpg
Gente, comam isto! É uma delicia, melhor yakissoba que já comi na vida! Se estiverem em Amsterdam, vale a pena almoçar isto um dia.

Andamos mais um pouco e no fim da tarde eu e Clebinho (que tínhamos dividido um yakissoba) ficamos com uma fominha de leve. Sentamos num café chamado De Sneeker Pan, próximo ao cruzamento da Leidsegracht com o Kaizersgracht, numa área muito legal de Amsterdam, com lojas bacanas. Pedimos cheeseburger. Foi bom, não era muito grande e estava bem suculento!

20120317-230601.jpg
A noite… Foi especial! Reservamos o Fifteen, restaurante do Jamie Oliver em Amsterdam. Fomos a pé do hotel mas era um pouco longe, tipo 2 estações do Tram. E mesmo parecendo fácil de chegar, por ser a beira da baía, ficamos perdidos várias vezes.

Mas enfim, chegamos. O ambiente é lindo, super moderno e bem decorado. Tem um salão amplo em “L” e algumas mesas com vista para a cozinha, que é aberta. Nossa mesa era ótima, dessas com vista.

20120317-230708.jpg
O menu, também em estilo “jornalzinho” (Isso é moda? Se não é, logo vai virar…) com opções enxutas de vinhos e espumantes, não muito caros. Pedimos um que custava € 34, italiano e muito bom. Trouxeram um pratinho com azeitonas italianas e nacos de parmesão, bem como pão caseiro e azeite, como couvert, de graça (alô restaurantes brasileiros que cobram uma fortuna por couvert!).

Tinha opção de menu com 3 pratos, a € 27 porém o prato principal era vegetariano. Quase pedi esta opção pois a sobremesa era panna cotta… Hummm, adoro! Dentre as opções de prato principal, clara inspiração italiana: risotos, massas, carne e peixe do dia com acompanhamentos simples. As massas podiam ser pequenas ou grandes.

Só eu pedi entrada, que foi uma bruschetta de caranguejo com salada de funcho e creme frâiche. Nossa, nossa, assim você me mata! Delícia! A carne de caranguejo estava muito fresca, saborosa e sem nenhum pedacinho duro misturado (tipo aqueles que tem nas carnes de siri “industrializadas” no Brasil).

20120317-230828.jpg
De prato eu pedi um raviloi com gema de ovo e queijo com molho de manteiga e trufas negras. Foi meio pequeno – a tolinha aqui pediu o pequeno. Só veio um “raviolão”, mas tava tão bom… Descobri que não gosto de coisas aromatizadas com trufas, tipo azeites, mas da trufa em si eu gostei. Como diria o Clebinho, olha o “dedo-podre” que só gosta de coisa cara… Fazer o quê, né?

Os meninos pediram (em sentido horário): Clebinho, ravioli de coelho em seu próprio suco com azeitonas pretas; Fernando, Carbonara; Eduardo, steak com salada; Rafa, risoto de pêras assadas, roquefort e nozes.

20120317-230940.jpg
Os pratos não são muito grandes. É um lugar que se propõe a um jantar de 3 etapas. Todos estavam saborosos, inclusive o Carbonara que é uma preparação capciosa. Não provei o steak do Eduardo, mas ele disse que foi o melhor que comeu até agora, nesta viagem. Estava com tempero – sal – adequado.

As sobremesas, todas excelentes. Em sentido horário, Clebinho pediu torta do dia (amêndoas), Rafael pediu torta de limão e eu pedi o melhor tiramisu que já comi! E o cafezinho no final.

20120317-231034.jpg
Pra completar a alegria, só mesmo encontrar com o Jamie Oliver! Mas não, snif… ele não estava lá…

E pra terminar este post de comidas de Amsterdam, atenção para o melhor outlet EVER:

20120317-231308.jpg

E por hoje é só! Em breve, volto com as comidas – e cervejas – de Berlim.

Bom apetite, sempre. E para tudo na vida!

Anúncios