Praga. Cidade mais bonita do mundo. Será? Última etapa da Eurotrip, o cansaço físico batendo mas a cabeça ainda querendo aproveitar muito e muito mais. O estômago também.

Chegamos em Praga roxos de fome, principalmente os meninos. Eu tinha comprado uns croissants na estação, então tive lanchinho no trem.

Cegos de fome, entramos no primeiro lugar que servia steak que vimos pela frente. Eduardo Nasser na Europa = steak + sorvete de caramelo/baunilha. O tal lugar era o restaurante do hotel Kings Court e chamava Meating Point.

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Muito chique! Pãozinho, manteiga e azeitonas de couvert, que não foi cobrado. Este comentário é importante pois aqui em Praga é praxe cobrar pelo pão. E cuidado, pois alguns lugares nem perguntam se você aceita, já vão direto colocando na mesa.

Fizemos os pedidos. Eu pedi pato, o Rafael pediu “venison” (tradução: gamo, parece ser um tipo de veado hmmm), Eduardo pediu steak e Fernando pediu peito de frango recheado. Clebinho pediu um sirloin, porém não sei porquê, não estou encontrando a foto do danado.

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Os pratos eram bastante sofisticados, porém pequenos. Comentário geral – menos eu que já tinha comido croissants na viagem – quando a garçonete trouxe o prato: “É… Vai rolar um McDonalds depois…”. Mas abstraindo o fato de que era um prato de tamanho normal, servido num lugar que se propõe a uma refeição de 3 etapas, estava delicioso! Fazia tempo que eu não comia algo tão saboroso e harmonioso. Espancando muito restaurante de BH metido a besta… O pato estava preparado de 2 maneiras: tinha o peito que estava só um pouquinho cozido demais, porém com a pele crocante, e um rolinho feito com a carne do pato desfiada. O tal do gamo que o Rafa pediu estava muito macio e delicioso. O steak do Eduardo era o único que estava bem servido. Não provei o prato do Fernando e o do Clebinho, era tão pouco que fiquei até com vergonha de pedir para provar…

Logo que entramos, vi o cardápio de sobremesas e identifiquei uma coisa que eu queria muito provar: sticky toffee pudding. Já vi o Jamie Oliver fazendo isto num programa e parecia ótimo.

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Nossa, ainda estou sem palavras para descrever esta sobremesa. É um bolo marrom escuro e “grudento”… não sei de que é feito mas não é chocolate, coberto com uma calda de caramelo morna e feita na hora e acompanhado de sorvete de canela! Todo mundo adorou, tava sensacional. Ganhou do waffle com calda morna de cereja de Amsterdam.

Os meninos não foram ao McDonalds, mas pararam pra um sorvetinho.

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A noite, saímos para jantar. Como era o primeiro dia, resolvemos ir na praça da cidade velha, aquela que tem o relógio astronômico e tal. Super turístico. Sentamos num restaurante também de hotel, chamado U Prince. O cardápio era da grossura de uma revista e em cada página tinha a foto da comida e descrição, nuns 6 ou mais idiomas.

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Cada um fez o seu pedido (em sentido horário): eu escolhi polvo grelhado com risoto de açafrão, Clebinho e Fernando pediram um tagliatelle com camarão e creme fraiche (foto tétrica), Rafa pediu Carbonara e Eduardo não pediu steak, milagre! Ele pediu um stir-fry de frango.

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Só comi o risoto pois quando meu prato chegou, senti um cheiro estranho, suspeito. Depois do incidente com os mexilhões em Paris, achei melhor não arriscar. O tagliatelle tava razoável, mas faltando alguma coisa que desse um sabor mais marcante. Rafa elogiou o Carbonara e Eduardo aparentava estar feliz com sua escolha.

Fernando pediu um sorvete tipo Sundae de sobremesa e Rafa pediu Strudel com sorvete de canela. Ambos com uma apresentação impecável. Não provei, mas pareciam bons.

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No dia seguinte, café da manhã tradicional: croissant, latte e um beignet que é tipo um sonho, só que recheado com chocolate. Umas 2000 calorias! Mas tão bom… Clebinho pediu sanduíche.

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Saímos para passear pelo Castelo de Praga.

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Lá dentro eu vi uma galera afundando dentro dessa hóstia de Itu e tive que saber o que era. Chamava Wafel (escrito exatamente deste jeito) e custava CZK 20. Tem gosto de casquinha de sorvete vagabunda com açúcar. É surpreendentemente bom, bem levinho.

Descemos para o almoço umas 14h. Passamos em frente a um pub bem em estilo medieval, cujo cardápio era atrativo. O lugar chamava U Krále Brabantského. O Rafa ficou muito animado, logo entramos. O pub é muuuuuito antigo, diz no menu que é de 1375. A decoração tal e qual. Perguntei a garçonete, que estava vestida a caráter, onde era o banheiro e ela respondeu: “In the street!”. Diante do meu espanto, ela respondeu: “Or downstairs, if you prefer…”. Ufa! Já tava me imaginando fazendo xixi agachada atrás de um carro…

Pedimos cerveja e o garçom trouxe as canecas colocando-as na mesa “medievalmente”: batendo com o fundo delas na mesa e fazendo um barulhão. Mais um pouco e entrava um vassalo porta adentro…

Pedi para fotografar a grelha, onde toda a refeição foi feita. Esta não era nada medieval, graças a Deus.

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Os pratos variavam pouco. Os acompanhamentos eram iguais e optava-se por carne, porco ou truta. Eu e Rafa fomos de porco e os restante dos meninos pediram boi. A única diferença entre os dois era um espetinho de ameixa com bacon que vinha no boi (foto de cima).

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Ignorem o pepino, como eu fiz. A carne estava muito boa, suculenta. Os acompanhamento eram bem rústicos, mas ótimos! Esse molhinho branco era tipo uma maionese de alho (diferente de aïoli) tudo de bom. E o marrom era um barbecue apimentado.

No final, a conta vem numa cesta com uma caveira. Mas nada a ver com o custo da refeição, que foi bem barata. A canecona de cerveja era CZK 49, bem abaixo do que pagamos nos outros lugares.

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A noite, a preguiça bateu. Deu fome e nós resolvemos ir num restaurante exatamente em frente ao hotel, chamado La Republica. Ambiente agradável, rolando música ao vivo (seria jazz?) e cardápio chamativo. A cerveja de sempre, tipiquíssima de Praga: Pilsner Urquell.

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De entrada Rafael pediu Goulash, que é um prato típico local. Dividi uma salada com o Clebinho, que era uma “BLT Salad” só que com batatas. Delícia.

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Como prato principal Eduardo, Fernando e Clebinho pediram o que? Palmas pra quem respondeu steak, que neste caso vinha com molho de cogumelos e uma massaroca de batata com bacon. Eles adoraram, elegeram o melhor steak da viagem. Rafa pediu 1/2 frango (isso mesmo, meio frango), com salada de repolho e pão. Veio recheado com bacon, o que foi uma ótima surpresa. Eu pedi costelinha. Muito boa, com um molho algo adocicado por cima. Os acompanhamentos não fizeram muito sucesso, só mesmo a mostarda foi necessária.

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Sem sobremesas neste dia.

No dia seguinte, ao sairmos para o café da manhã, vimos uma feirinha montada no caminho para a praça. Paramos e compramos umas fatias de bolo: a de cima era de maçã (um pouco sem doce) e a de baixo era chocolate.

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Café da manhã mesmo foi uma focaccia de tomate e queijo para mim e um croissant recheado para o Clebinho, sendo que este último estava muito bom. Ah! Ontem e hoje o café da manha foi na Paul, boulangerie francesa. Tem também em Paris, vi no Aeroporto Charles DeGaulle.

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Depois do passeio da manhã, sentamos na praça para tomar umas cervejas e acabamos por almoçar lá mesmo, no El Toro Negro. Como petisco, pedi jalapeños fritos recheado de queijo manchego, acompanhado de queijo de cabra com ervas. Delícia, pena que foi pouco. Os meninos pediram o hamburgão, que estava ótimo e ainda tinha uma sopinha de feijão de entrada. Hambúrguer + sopa de feijão, bizarro, né? Só o Fernando tomou a sopa. De prato principal, eu pedi uma salada com camembert derretido na torradinha, presunto parma e redução de balsâmico. Gostei e vou reproduzir esta salada lá em casa.

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Dei uma passeadinha a tarde e aproveitei para comer um breguete desse, já que o cheirinho de chocolate derretido estava inebriante:

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Era uma massa de crepe assada na fôrma, passada na calda de chocolate. Era bom, mas o chocolate fica mal distribuído só na primeira metade.

A noite, fomos no Teatro Negro e depois jantar na praça. Todo mundo tava numa vibe de comida italiana e aí fomos no U Minuty, na praça. Eu pedi uma lasanha, que estava salgada porém suculenta. O Clebinho pediu risoto de frutos do mar que, na minha opinião, tinha muito molho de tomate. Os Nasser pediram espaguete alho e óleo, que parecia bom, mas devia estar forte pois tava dando pra ver as lasconas de alho de longe. O Rafa pediu uma pizza de pepperoni picante e ainda acrescentou pimenta calabresa E azeite saborizado com pimenta. Queimou só um pouquinho, né… Falando em Rafa, tenho que agradecê-lo pois várias ele que me lembrou de tirar fotos dos pratos. Se não fosse ele, nem tinha post!

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Depois desta, hotel para arrumar as trouxas. O Rafa fica mais um dia em Praga, os Nasser seguem para BH e eu e Clebinho ganhamos um dia de “lambuja” em Paris, com minhas cunhadas e seus respectivos maridos. Oba, Guanambi em Paris! Aí vai ter história.

Inté!

PS: Me pesei no Aeroporto de Praga, só por lazer.

PS 2: As balanças da República Checa são iguais às câmeras de TV. Engordam alguns quilos.